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domingo, 26 de julho de 2015

O FRACASSO DO CAPITALISMO VERDE

NOTA DO BLOG: Matéria em consonância com nossa crítica a muitas práticas tidas como corretas pelo movimento ecologista.

Nos Estados Unidos, novo livro revela o fracasso do capitalismo verde
Nos Estados Unidos, novo livro revela o fracasso do capitalismo verde
POR MILLY LACOMBE
24/07/15  15:36
O historiador econômico Richard Smith termina seu mais recente livro (“Green Capitalism: The God That Failed”, ou “Capitalismo Verde: o Deus que Fracassou”) deixando no ar uma sentença: ou nos livramos do capitalismo, ou o capitalismo se livra de todos nós. E em pouco tempo.
O pranto de Smith, ainda mais contundente do que o de Naomi Klein em seu excelente “This Changes Everything”, ou “Isso Muda Tudo”, tenta mostrar que nem o chamado “capitalismo verde”, aquele que busca praticas ecológicas corretas e sustentáveis mas não abre mão do sistema, vai nos salvar.
Os primeiros dois terços do livro são dedicados a construir e elaborar o apelo final, e Smith mostra exatamente como estamos caminhando para o abismo.
Em sua obra, Klein já havia explicado para leigos como eu que o previsto aquecimento da temperatura global entre 4 e 6 graus em relação a períodos pré-industriais pode ser fatal; e mostrado como, se continuarmos a emitir CO2 nesse ritmo, chegaremos lá em 2100. Um aumento de até 2 graus já poderia custar a vida na Terra, essa é a visão dos cientistas mais pessimistas. E agora Smith dá a cartada final: hora de parar de dançar ao redor do tema porque o capitalismo, de qualquer cor, nos matará.
Ele sugere alternativas que passam, evidentemente, pelo fim do consumismo e do materialismo – o que mais se parece com uma revolução espiritual, como, antes dele, Noam Chomsky já havia previsto que seria nossa única chance -, mas diz não saber se teremos condições de fazer essa transição antes de tudo se acabar.
Talvez não consigamos, ele diz, “mas pelo mundo todo, em milhares de lugares, pessoas estão se organizando e lutando contra o poder corporativo, contra a apropriação de terras, contra extrações extremas, contra a incessante “commodytificação” de nossas vidas (…) Todas essas lutas têm um objetivo comum: democracia pura, poder popular. Reside aí nossa melhor chance”.
David Suzuki, da Universidade de British Columbia, no Canadá, argumenta que o livro de Smith mostra claramente o absurdo de um sistema que acredita em crescimento infinito dentro de um mundo de recursos finitos. “Todos os que se preocupam com o futuro de nossos filhos devem ler o livro de Smith porque assim podemos começar o urgente desafio de nos mover para um caminho diferente”, ele pede.
Trata-se de leitura difícil mas ao mesmo tempo edificante porque, como solução, aponta para um cenário de união e de comunidade.
Smith é apenas mais um a se juntar a um grupo de nobres, como Klein e Chomsky, que, todos os dias, tenta chamar nossa atenção para o que parece ser a única verdade: a de que o aquecimento global é a maior ameaça que a humanidade já enfrentou até hoje, e estamos agora contra o relógio.

Os dois livros, o de Klein e o de Smith, podem ser encontrados em versão e-book, mas por enquanto ainda apenas em inglês.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

PROBLEMA SOCIOAMBIENTAL EM MUTUM É NOTICIADO EM JORNAL

NOTA DO BLOG: O interessante é que quando as coisas estavam somente aqui na aldeia, parecia não ter solução, mas agora que está divulgado, pelo menos a nível estadual, vamos ver no que dá.
Esse blog quer se somar aos que já estão na luta. Essa reportagem é um grande avanço. Vamos agora pressionar os órgãos estaduais.

VEJA A MATÉRIA DO JORNAL HOJE EM DIA
16/04/2014 07:23 - Atualizado em 16/04/2014 07:23
Moradores de Mutum sofrem com poluição causada por laticínio

Thais Mota - Hoje em Dia
Representantes do laticínio dizem que a empresa está fazendo adequações, mas os problemas persistem
Representantes do laticínio dizem que a empresa está fazendo adequações, mas os problemas persistem

Mau cheiro, diarreia e poluição. Esses são alguns dos problemas denunciados por moradores de Mutum, na Zona da Mata. Eles sofrem com o descarte irregular de resíduos de um laticínio da empresa Porto Alegre. De acordo com a professora e servidora da Fundação Municipal de Cultura Maria do Carmo Tavares Medeiros, o problema é antigo e já foi denunciado várias vezes aos vereadores e órgãos competentes, mas nenhuma providência foi tomada.

“Várias audiências públicas foram realizadas, mas nada foi feito. Os representantes da Porto Alegre alegam que estão fazendo adequações, mas não há nenhum avanço”, afirmou Maria do Carmo. Junto a outros moradores, ela organizou um abaixo-assinado com mais de 700 adesões e enviou o documento à Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) denunciando a irregularidade e os problemas de poluição na cidade. Procurada, até o fechamento desta edição a Porto Alegre não havia se manifestado.

A empresa foi procurada pela reportagem do Hoje em Dia desde a última quinta-feira, mas até a publicação dessa reportagem não retornou.

Doenças

Diante da inércia do poder público, um grupo de moradores se organizou para investigar o descarte irregular de resíduos e reuniu várias provas. Entre as denúncias estão a falta de tratamento do lixo resultante da produção de laticínios, o despejo de dejetos em propriedades privadas e nos rios Mutum e São Manoel, provocando a mortandade de peixes e mau cheiro. “À noite é praticamente impossível dormir porque o cheiro é insuportável”, afirmou Maria do Carmo.

Além disso, o descarte estaria atraindo ratos e urubus. Um relatório da Secretaria Municipal de Saúde aponta que, entre janeiro e março, foram notificados 302 casos de diarreia sem causa definida no município de 26 mil habitantes. Uma das hipóteses citadas no documento é que esses casos estejam relacionados à água utilizada na cidade.

Mas a Copasa garantiu que a água está dentro dos padrões exigidos pelo Ministério da Saúde e não oferece nenhum risco. “A Copasa esclarece que a água é captada no rio Mutum. A análise da água bruta é feita a cada duas horas. A Copasa realiza ainda análises de rotina da estação de tratamento, avaliando parâmetros físico-químicos como cor, turbidez, PH, dosagem de cloro, flúor e cal. Já a análise de oxigênio consumido e oxigênio dissolvido é feita duas vezes ao dia”, informou a empresa de saneamento.

Prejuízos financeiros

Além dos danos ao meio ambiente e à saúde da população, o despejo ilegal dos resíduos tem provocado ainda prejuízos financeiros a comerciantes e prestadores de serviços do município. Segundo a presidente da Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), Vanessa de Freitas, o mau cheiro tem prejudicado a realização de festas e a utilização do tradicional clube da cidade, que fica localizado bem ao lado do laticínio Porto Alegre, às margens da MG-108.

"Antigamente, tínhamos festas todo mês e agora não passam de quatro por ano. Até as crianças de um projeto social realizado no clube, reclamam do mau cheiro e muitas vezes deixam de comer o lanche oferecido porque estão se sentindo mal", disse Vanessa. Ainda conforme ela, o laticínio fica a aproximadamente três quilômetros do Centro de Mutum, mas em alguns dias o mau cheiro é tanto que incomoda até os moradores da região central.

Fiscalização

Em fevereiro, um acordo entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Mutum e a Porto Alegre foi firmado no sentido de minimizar os problemas da poluição na cidade. Segundo o secretário Genilson Tadeu da Silva, a empresa atribuía o mau cheiro a falta de aeração da água proveniente da produção de leite e que estava sendo descartada no meio ambiente. Isso porque a empresa não tinha energia suficiente para que os aeradores das estação de tratamento fossem ligados.

No entanto, o secretário informou que o problema foi solucionado pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a água voltou a ser tratada antes do descarte. Segundo ele, isso já está sendo cumprido pela empresa desde o mês passado. Mas, em relação aos resíduos sólidos, o problema permanece e o lixo tem sido despejado a céu aberto em propriedades no entorno da indústria.

"Esses resíduos teriam que ser tratados antes de serem dispensados no solo, mas a situação continua da mesma forma. Não temos mais o que fazer já que a fiscalização das denúncias cabe à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad). Nós firmamos um acordo que tem sido cumprido, mas a empresa apresenta irregularidades em relação ao meio ambiente desde 2008 e já foi autuada e multada várias vezes", explica.

Na última sexta-feira (11), o laticínio recebeu duas autuações e foi multado em R$ 100 mil durante uma fiscalização da Polícia Militar de Meio Ambiente. Segundo informações da PM, a empresa estava operando a produção e preparação de leite sem licença ambiental e também estava lançando resíduos sólidos in natura a céu aberto. Ainda conforme o órgão, a Porto Alegre já tinha sido advertida duas vezes este ano por utilização de recursos hídricos do municípios sem outorga do município e por descarte irregular de resíduos.

Já a Semad informou que recebeu denúncias contra o laticínio Porto Alegre em Mutum e "que está na agenda de fiscalização a vistoria" no local.
FONTE: HOJE EM DIA.

domingo, 16 de março de 2014

COLETA SELETIVA EM CORONEL FABRICIANO


Cidade cria “Selo Verde” para empresas que implantarem Coleta Seletiva

O vereador Marcos da Luz (PT), líder da bancada petista na Câmara Municipal de Coronel de Coronel
Fabriciano, ressaltou ontem a importância da instituição na cidade do Selo Verde para empresas participantes do programa Reciclar para Bem Viver de Coleta Seletiva. O programa foi criado a partir do Projeto de Lei nº 2.373/2013, de sua autoria, aprovado no final do ano, e transformado agora na Lei nº 3.858/2014, publicada esta semana. Pela matéria, o Selo Verde será conferido pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, em parceria com a Acicel-CDL e o Sindcomércio, a estabelecimentos sediados no município, que participem do programa Reciclar para Bem Viver de Coleta Seletiva. “Queremos criar nas pessoas o hábito de conservação, preservação e senso crítico com relação aos produtos por elas consumidos, visando a melhoria da qualidade de vida. Queremos também incentivar as empresas a manterem padrões de qualidade ambiental adequados, através do exercício da cidadania”, enfatiza o vereador. Além disso, ele acredita que o selo pode contribuir com o desenvolvimento sustentável do município, com a promoção da dignidade e da justiça social, a partir de seus objetivos específicos. Entre eles estão: incentivar a diminuição da exploração de recursos naturais; estimular a redução da poluição do solo, água e ar; pugnar pela redução do consumo de energia; buscar o prolongamento da vida útil dos Aterros Sanitários e a diminuição dos custos de produção pelo reaproveitamento. Mas para o autor, a principal finalidade do programa será incentivar a geração de emprego e renda, bem como a promoção da inclusão social dos catadores de materiais recicláveis. Segundo ele, a adesão das empresas será voluntária, devendo sensibilizar seus funcionários para que haja o engajamento de todos. As empresas atentarão para a programação da Coleta Seletiva e só destinará os materiais recicláveis nos horários de coleta previamente divulgados. As empresas participantes do programa Reciclar para Bem Viver de Coleta Seletiva deverão separar os resíduos produzidos pelo seu estabelecimento entre Recicláveis e Não Recicláveis. A concessão do Selo Verde terá prazo de validade de um ano, sendo renovável a pedido do interessado. A iniciativa visa dar a destinação ambiental correta aos materiais recicláveis produzidos pelos estabelecimentos comerciais do município, por meio de convênio com a Associação de Catadores de Materiais Recicláveis Nova Vida. O programa, seguramente, promoverá a preservação ambiental, além de cumprir a Lei Federal nº 12.305/2010, que institui a política nacional de Resíduos Sólidos. “A ideia do Selo Verde é fortalecer o programa, ratifica-lo e criar estratégia motivacional, para que as empresas participantes possam se orgulhar de ostentar uma certificação que lhe assegura a condição de estar reciclando para bem viver e, desta forma, contribuindo para um meio ambiente muito melhor”, concluiu Marcos da Luz.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, artigo de Antonio Silvio Hendges

Publicado em junho 21, 2011 por HC

Tags: lixo, resíduos sólidos

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[EcoDebate] Os Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos estão previstos na Lei 12.305/2010 e no Decreto 7.404/2010 e para alguns setores tanto dos serviços públicos como da iniciativa privada é indispensável a sua adoção. Os resíduos dos serviços públicos de saneamento básico, indústrias, saúde, mineração, construção civil, serviços de transporte, atividades agrossilvopastoris, serviços e comércio que gerem resíduos perigosos ou não considerados como resíduos domiciliares pelo poder público municipal devem apresentar planos de gerenciamento, inclusive como parte integrante dos processos de licenciamento ambiental dos empreendimentos ou atividades.

Os empreendimentos localizados em um mesmo condomínio, município, microrregião, regiões metropolitanas ou aglomerações urbanas que exerçam atividades características em um mesmo setor produtivo e possuam mecanismos formalizados de gestão coletiva ou cooperação, podem apresentar o plano de gerenciamento de modo coletivo e integrado. As atividades devem estar individualizadas e os resíduos gerados indicados, assim como as ações e responsabilidades de cada um dos geradores.

A descrição dos empreendimentos ou atividades, o diagnóstico dos resíduos gerados ou administrados com origem, volume e caracterização, inclusive passivos ambientais, definição de procedimentos operacionais e das etapas de gerenciamento e seus responsáveis, identificação de soluções consorciadas ou compartilhadas, ações preventivas e corretivas em casos de acidentes ou má gestão, metas e procedimentos para a minimização dos resíduos são conteúdos indispensáveis aos planos de gerenciamento.

Outros itens importantes são ações relacionadas com a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos (Lei 12.305/2010, artigo 31), ações corretivas dos passivos ambientais, periodicidade da revisão e atualização dos planos, que devem estar de acordo com a vigência da respectiva Licença de Operação do órgão ambiental responsável, conformidade com o plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos e com as normas do Sisnama (Sistema Nacional do Meio Ambiente), Suasa (Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária) e SNVS (Sistema Nacional de Vigilância Sanitária). A inexistência de plano municipal não impede a elaboração, implantação e operacionalização de plano de gerenciamento específico.

As cooperativas e associações que atuam no setor de reciclagem e reutilização de resíduos sólidos, as microempresas e empresas de pequeno porte que não produzam resíduos perigosos terão normas próprias sobre as exigências e conteúdos dos seus planos de gerenciamento, sendo que poderão estar inseridos no plano de gerenciamento das empresas com que operam de modo integrado, desde que estas estejam localizadas na mesma área de abrangência do órgão responsável pelo licenciamento ambiental.

As informações sobre a implantação e operacionalização dos planos de gerenciamento serão disponibilizadas aos órgãos municipais e licenciadores e atualizadas anualmente. Estas informações serão repassadas ao SINIR (Sistema Nacional de Informações Sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos).

REFERÊNCIAS:
- Lei 12.305/2010, artigos 20 a 24;
- Decreto 7.404/2010, artigos 55 a 63.

Antonio Silvio Hendges, articulista do EcoDebate, é Professor de Ciências e Biologia no RS. Email: as.hendges{at}gmail.com

EcoDebate, 21/06/2011

sexta-feira, 25 de junho de 2010

POLITICA AMBIENTAL

POLITICA AMBIENTAL

Pelo fato do blog está sendo um espaço importante de divulgação das informações sobre os desdobramento do movimento grevista e a tramitação da PL 4.689/10, informações sobre a reunião da CIPE-Doce e a audiencia publica sobre meio ambiente foram postadas no blog de biologia www.claudiobiologico.blogspot.com

sexta-feira, 28 de maio de 2010

PADRE JOÃO EM MUTUM

Está confirmada a presença do Deputado Estadual e pré-candidato a Deputado Federal Padre João em Mutum, dia 06 de junho.

Na parte da manhã ele presidirá a missa das 07:00 horas e participará do encontro de lideranças no salão paroquial, almoçando com as mesmas e dará entrevista na rádio às 11:00 horas.

Na parte da tarde ele cumprirá agenda na zona rural nos setores de Imbiruçu, Nossa Senhora das Graças e Encoberta.

A noite, confraternização na casa do Divino Lucas, para debater os seguintes temas: Andamento da negociação do Piso Salarial para educadores; Projetos para Casa Própria, Implantação do Conselho Municipal da Juventude e Conselho Municipal da Cidade. Legislação ambiental para a cidade e outros assuntos de interesse dos participantes.

Todos estão convidados.



sábado, 8 de maio de 2010

PELA DESINTOXICAÇÃO DA TERRA

A partir de nossa sugestão, a Pastoral Sócio-transformadora vai realizar no dia 28 de agosto o Encontro Pela Desintoxicação da Terra, para debater os efeitos maléficos que o uso indiscriminado do agrotóxico tem causado em nossa região, sobretudo nos municipios que compões a forania. Mutum, Ipanema, Taparuba, Pocrane, São José do Mantimento, Chalé, Conceição de Ipanema, Lajinha e a Paróquia de Santo Antonio do Manhuaçu.

Estaremos ajudando o companheiro Jairo, coordenador da Pastoral Sócio-transformadora na forania. Importante a presença de líderes comunitários, sindicalistas dos STRs, Professores e estudantes de disciplinas afins como Ciências biológicas, sociologia, geografia, Ensino Religioso, Secretários Municipais de agricultura e Meio Ambiente, Ambientalista.

Em breve estaremos enviando as fichas no total de 15 por paroquia.